Terapias
com células estaminais

Os tratamentos com recurso a células estaminais do sangue são os melhor estabelecidos e mais amplamente utilizados no que diz respeito a terapias com células estaminais, em particular quando é necessário regenerar o sistema sanguíneo e imunitário. Dados de 2019 indicam que já se realizaram mais de 45.000 transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical (Wagner JE. Blood Res. 2019 Mar;54(1):7-9).

As células estaminais da pele têm sido usadas desde a década de 70 do século XX para crescer enxertos de pele para doentes com queimaduras graves em grandes extensões do corpo. No entanto, a investigação para aperfeiçoar esta técnica continua a decorrer.

Estas são atualmente as únicas terapias com células estaminais absolutamente estabelecidas como seguras e eficazes. Outras aplicações de células estaminais estão a ser investigadas em ensaios clínicos, incluindo a sua utilização para regenerar tecidos danificados – como coração, pele, osso, medula espinal, fígado, pâncreas e córnea – ou para o tratamento de cancros do sangue ou de órgãos sólidos.

Um transplante medula óssea ou de sangue do cordão umbilical pode ser a melhor opção de tratamento, ou a única possibilidade de cura, para doentes com leucemia, linfoma, anemia falciforme e muitas outras doenças. À medida que novos avanços são feitos nesta área, também novas doenças se têm juntado à lista de doenças a ser tratadas com transplantes.

Doenças Tratáveis:

Leucemias e linfomas, incluindo:
• leucemia mielóide aguda
• leucemia linfoblástica aguda
• leucemia linfocítica crónica
• leucemia mielóide crónica
• leucemia mielomonocítica juvenil
• linfoma de Hodgkin
• linfoma não-Hodgkin

Doenças da medula óssea e outras doenças quando a medula óssea deixa de funcionar, incluindo:
• anemia aplástica severa
• anemia de Fanconi
• hemoglobinúria paroxística noturna
• aplasia pura dos glóbulos vermelhos
• trombocitopenia amegacariocítica congénita

Doenças hereditárias do sistema imunitário, incluindo:

• imunodeficiência combinada grave

• síndrome de Wiskott-Aldrich

Hemoglobinopatias, incluindo:

• beta-talassemia major

• anemia falciforme

Doenças metabólicas hereditárias, incluindo:

• doença de Krabbe

• síndrome de Hurler

• adrenoleucodistrofia

• leucodistrofia Mmetacromática

Síndromes mielodisplásicas e doenças mieloproliferativas

Mieloma múltiplo e outras doenças das células plasmáticas/linfócitos B

Casos de Sucesso

O número de ensaios clínicos envolvendo terapias com células estaminais tem aumentado muito rapidamente ao longo dos últimos anos, abrindo caminho para uma nova e emergente medicina. Estes ensaios têm revelado novas funções para as células estaminais, tanto na substituição de tecidos danificados, como no fornecimento de fatores extracelulares que possam promover a recuperação celular endógena.

Transplante de Sangue do Cordão Umbilical entre irmãos cura Anemia Falciforme
Uma criança de oito anos com anemia falciforme foi curada após transplante hematopoiético com a amostra de sangue do cordão umbilical do seu irmão mais novo, que tinha sido guardada num banco familiar.
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Menino de 7 anos, com doença fatal, salvo com pele produzida a partir de células estaminais
Pela primeira vez, enxertos de pele geneticamente modificados foram utilizados para cobrir 80% da superfície do corpo de uma criança com epidermólise bolhosa.
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Transplante de Sangue do Cordão Umbilical entre irmãs para o tratamento de Leucemia Linfoblástica Aguda
Elham, uma menina iraniana de 12 anos, foi diagnosticada em 2014 com leucemia linfoblástica aguda (LLA), um tipo de cancro que se caracteriza pela produção excessiva de glóbulos brancos imaturos, interferindo com as funções vitais do organismo.
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Tratamento de queimaduras graves com recurso a células estaminais mesenquimais
As queimaduras são lesões muito frequentes que afetam, anualmente, milhões de pessoas. A sua extensão e profundidade determinam a severidade da lesão e o tipo de cuidados a ter a nível hospitalar.
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Ensaios clínicos com sangue e tecido do cordão umbilical

Sangue do cordão umbilical

• O sangue do cordão umbilical, usado no tratamento de doenças hemato-oncológicas, contém além das células estaminais hematopoiéticas, células progenitoras endoteliais (que se podem diferenciar em células dos vasos sanguíneos) e outras células multipotentes (que podem originar células neurais, ósseas, hepáticas, entre outras), o que faz dele uma fonte de células com interesse na área da medicina regenerativa.
• Para além das doenças em cujo tratamento já é usado, o potencial do sangue do cordão umbilical encontra-se em estudo ensaios clínicos num conjunto diversificado de doenças.
• Entre eles encontram-se a paralisia cerebral, a diabetes tipo 1 e a perda auditiva adquirida em crianças. Consulte aqui os ensaios clínicos com células do Sangue do Cordão Umbilical (SCU)

Tecido do cordão umbilical

• O tecido do cordão umbilical é uma fonte rica em células estaminais mesenquimais, que se podem diferenciar em cartilagem, osso, músculo, tecido adiposo, entre outras.
• Estudos recentes demonstram a sua utilização experimental em doentes com doença do enxerto contra hospedeiro, lúpus e esclerose múltipla, com resultados positivos.
• O potencial terapêutico das células mesenquimais do tecido do cordão umbilical encontra-se em estudo em ensaios clínicos num leque alargado de doenças. Consulte aqui os ensaios clínicos com células do Tecido do Cordão Umbilical (TCU)
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